A DIVERSIDADE DIGITAL E SEU IMPACTO NO MERCADO EDITORIAL

O crescimento e a acessibilidade dos meios digitais tomaram proporções gigantescas. Hoje, consumir conteúdo, para qualquer finalidade, passa por um processo de escolha referente a formato e canal. Isto aumenta consideravelmente as possibilidades de uso por diferentes perfis de pessoas. É notável a crescente aproximação entre autores de conteúdos variados e seu público. Porém, o modelo digital ameaça diversos negócios e os propõem adaptação e reinvenção, inserindo-os no novo jeito de entrar em contato com uma história ou tema.

Nos últimos 10 anos, livrarias, editoras, escritores e agentes literários brasileiros sentiram o impacto do crescimento digital e sua aderência pelo público. Motivadas por este crescimento, algumas livrarias e editoras têm recorrido a métodos alternativos nos negócios para recuperação de suas vendas e participação no mercado editorial.

A tecnologia estimula tendências que ditam como os segmentos e a indústria literária em todo o mundo irão atuar de agora em diante. 

O cenário atual foi agravado por uma pandemia que afastou leitores das livrarias e suspendeu os eventos literários presenciais. Autores e editoras estão apostando em novas estratégias de marketing para chegar ao público e, em muitos casos, esta é a única alternativa.

Conheça as tendências

Lojas e megastores estão com os dias contados: em grandes capitais mundiais este fim já é uma realidade e, por aqui, não tem se mostrado diferente. O movimento é motivado pela revisão de custos do modelo de várias espécies de negócio comparadas às lojas digitais. Os estabelecimentos de bairro têm crescido, já que o consumidor que ainda vai até a loja deseja um atendimento cada vez mais pessoal e baseado na comodidade.

Livro para assistir ou ouvir: a experiência diante do livro também mudou. Os audiobooks já representam 1% das vendas de livros no Brasil. E isso tende a mudar com o aumento do uso de players de livros audíveis, como o Audible, Amazon, Apple Store, entre outros. A tecnologia de banda da internet, o potencial dos smartphones e a intensa conectividade também contribuem com esta articulação migratória. 

Clubes de assinatura e outras modalidades de plano: além da conveniência de receber os livros em casa, os clubes têm a vantagem das curadorias.

Novos tempos: outras mudanças advindas da pandemia foram as tradicionais sessões de autógrafos de livros e feiras de eventos literários. Essas atividades foram totalmente substituídas por lives de autores, bate-papos online e vídeos de reação de leitores em canais específicos – mesma tendência seguida pelos músicos e artistas audiovisuais.

Educação a distância e leitura digital

A Educação a Distância (EAD) tomou proporções inimagináveis no ano de 2020. Ela foi se expandindo e se fortalecendo em todos os segmentos de aprendizado. Hoje, a EAD é uma importante ferramenta de democratização do ensino e mais que isso: uma das principais formas de acesso a ele durante a pandemia. O ensino acontece mediado pela tecnologia (no caso, uma plataforma chamada de AVA – Ambiente de Aprendizagem Virtual). Os AVA’s possibilitam a interação entre professores e alunos, dando suporte ao processo de aprendizagem, permitindo que atividades sejam realizadas. Neste sentido, o livro digital torna-se aliado essencial na modalidade a distância, em função de seus recursos hipermidiáticos. 

Não muito longe, os e-books se tornaram outro recurso possível, sua atualização e didática busca auxiliar a construção de conhecimentos nas mais diversas áreas. 

O futuro do Mercado Editorial

A retração de diversas editoras, com o advento da pandemia, fez com que as mesmas segurassem lançamentos e privilegiassem seus catálogos. Mas após uma queda no valor de vendas, o mercado editorial mostrou uma recuperação surpreendente. As mudanças de hábitos provenientes do processo de isolamento e a fadiga do público em consumir conteúdo digital, proporcionaram um novo olhar para outros meios, inclusive tradicionais, o livro físico é um destes exemplos. A experiência de leitura com o livro em mãos voltou a ser valorizada pelo leitor. A escassez de novidade nas mídias audiovisuais digitais, no cinema e televisão, também possibilitou aos consumidores reverem costumes e formas de entretenimento.

O crescimento das vendas online e a boa recepção do público para eventos virtuais motivaram as editoras a retomarem os lançamentos durante a pandemia. 

Outro aspecto interessante foi a necessidade de diversos modelos de negócio levarem experiências para a casa dos clientes. As ações de branding nunca estiveram tão integradas com o uso de soluções físicas e digitais. Por isso, não resta dúvida de que a pandemia vai consagrar a venda online e as possibilidades da produção editorial em diversos segmentos. Esta configuração nos leva a concluir que a mudança nas práticas de consumo poderá ser permanente
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