6 DICAS PRÁTICAS PARA LIDAR COM AS BIRRAS

QUEM MANDA E QUEM OBEDECE?

Ah, a birra… Quando tudo parece estar tranquilo, ela surge, gerando grande confusão.

Inicia-se uma batalha entre adulto e criança para ver quem decide e quem acata, quem manda e quem obedece.

Nessa fase, o egocentrismo é uma característica natural na criança. Ela não entende que outros indivíduos têm pensamentos, desejos, opiniões e crenças diferentes dos dela. É preciso que os responsáveis a auxiliem a superar o egocentrismo com paciência, mediando as situações de conflito.

A criança muitas vezes sai ganhando porque suas ferramentas de reivindicação – gritos, choros, agressões – são muito eficazes. Mas permitir que isso aconteça pode acarretar consequências sérias. Afinal, é muito importante que a criança aprenda a respeitar limites e a lidar com as emoções que surgem quando se sente contrariada em alguma situação. Somente assim ela irá desenvolver controle emocional e outras capacidades necessárias para enfrentar as frustrações e desafios da vida.

ENTÃO, COMO LIDAR COM A BIRRA?

Vamos conhecer um pouco melhor a respeito, para que possamos aprender a lidar com as birras?

Os pequenos podem gritar e chorar a plenos pulmões, por longos períodos de tempo, sem se importar se há alguém por perto. O corpo se contorce, os punhos e dentes se fecham, a criança se debate no chão… O adulto paralisa de pavor. E, para ficar logo livre do cenário de terror e vergonha, acaba cedendo à vontade da criança. Pronto: a batalha foi vencida por ela!

Veja as dicas que vão ajudar a dar fim às birras:

1. TENHA PERSISTÊNCIA

A criança tem muita persistência e não desiste até conseguir algo. Por isso, você precisa ter mais persistência do que ela. No início da birra, converse e estimule o diálogo: deixe claro que, enquanto ela não parar de usar o choro para se comunicar, você não será capaz de compreendê-la. Persista em não atendê-la até que ela pare de chorar, e, quando o choro cessar, converse, mas tenha em mente que isso não quer dizer que ela vai ganhar o que quer.

2. FAÇA COMBINADOS

Faça combinados antes de entrar nos lugares em que sabe que a criança tende a usar de birra para conseguir o que deseja. No supermercado, por exemplo, estipule com antecedência o limite de produtos a que ela terá direito (“só vale uma guloseima!”, por exemplo). Dê a ela uma folhinha de papel que represente a moeda com que comprará o que deseja. Acabou o papel, acabou a compra! Esse mesmo recurso pode ser usado em outros lugares e situações

3. CUMPRA COM A PALAVRA

Combine com a criança antes de sair de casa que, caso ela não obedeça, vocês irão embora do passeio. Cumpra com a palavra dita, pois será assim que a criança entenderá a coerência entre sua fala e sua atitude.

4. UMA BOA CONVERSA. DIÁLOGO E REFLEXÃO

Ao retornar do passeio ou atividade, após o episódio da birra, reflita com a criança sobre os combinados cumpridos e descumpridos. O combinado cumprido, obviamente, merece reconhecimento, mas, se a birra tiver sido maior que as boas condutas, evite elogios. Deixe claro o mau comportamento, auxiliando a criança a perceber os impactos negativos dele.

5. CRIANÇAS, SEM AGRESSÕES. BATER, JAMAIS!

Contenha a criança se ela recorrer à agressão física, buscando bater ou machucar você. Segure os braços dela, olhe-a nos olhos e diga que entende que ela está brava, mas que bater é INACEITÁVEL. Qualquer tipo de agressão física é motivo mais do que suficiente para o fim de um programa ou atividade.

6. ADULTOS, SEM AGRESSÕES. BATER, JAMAIS!

Essa regra vale para as crianças, mas também para os adultos. Dê o exemplo! Por mais que os ânimos estejam exaltados, a agressão do adulto não ajudará a criança a compreender seu mau comportamento, e pode piorar a situação. O adulto estará apenas descarregando sua raiva.

VOCÊ CEDE ÀS BIRRAS?

Algumas crianças passam por essa fase de maneira mais intensa que outras. Elas se tornam tiranas de seus pais. A tirania é conquistada com o excesso de poder obtido pela coação, que acontece quando alguém impõe algum tipo de constrangimento a outra pessoa apenas para forçá-la a algo.

Cada vez que o adulto cede aos gritos, ao choro, à birra, a criança conquista mais um espaço nessa disputa de poder.

Assim, a criança dá mais um passo na conquista de seu “reino”.

É aí que reside o perigo. E é somente entendendo o porquê de tal processo e compreendendo essa fase que o adulto terá mais clareza de como agir.

A CRIANÇA TEM “ADOLESCÊNCIA”?

A criança de um ano e meio a dois anos está passando por uma fase chamada “adolescência do bebê”.

A comparação com a adolescência ocorre porque essa é uma fase na qual a criança…

  • tende a ser do contra;
  • tem altos e baixos no que se refere a sentimentos;
  • não compreende o que está se passando com ela e não quer receber comandos.

É o momento no qual a criança começa a se perceber como indivíduo e a querer conquistar seu território, seu lugar no mundo. Mas, como não sabe lidar com toda essa gama de altos e baixos e de idas e vindas, e como ainda não tem a capacidade de fala totalmente desenvolvida, ela se comunica por meio do grito, do choro, se jogando no chão e, às vezes, batendo em quem estiver a sua volta. Assim, temos a famosa birra ou pirraça.

NÃO É FÁCIL, E O ISOLAMENTO SOCIAL POTENCIALIZOU AINDA MAIS A BIRRA

Se não está sendo fácil para os adultos ficar em isolamento dentro de casa, imagina para a criança, que todos os dias acorda com um novo “conjunto de pilhas”.

Ela não tem como extravasar toda a sua energia. Como vai correr, gritar, interagir com outras crianças no parque, na escola, na casa dos avós?

Ela ainda não sabe lidar com essas frustrações. As emoções vão ficando cada vez mais à flor da pele, assim como as dos pais.

É difícil para a criança e seus responsáveis entender esses momentos de tanta angústia e conflitos, sentimentos característicos da faixa etária em que elas se encontram e, também, do momento atual – portanto, compartilhados por todos.

Lembre-se de que a criança tem um grande aliado: a PERSISTÊNCIA.

Mas o adulto tem um aliado ainda mais poderoso: o CONHECIMENTO.

Com o conhecimento de como agir em relação às atitudes da criança, o adulto poderá auxiliá-la a atravessar essa fase da birra e do isolamento social com mais tranquilidade, trazendo paz para o ambiente familiar.

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